Fast and furious rockers
O mundo do rock se entrecruza com o automotivo nas letras, ritmos e, principalmente, no gosto dos roqueiros endinheirados por carros potentes e velozes. Há os que tenham se especializados em destruí-los, como o Keith Moon do The Who, cuja Ferrari Dino não durou sequer um mês (foto abaixo). Entre suas peripécias estão capotagens múltiplas e até mesmo histórias trágicas, como o atropelamento e morte do seu segurança. Mas também há aqueles que são apaixonados ao ponto de encomendar seus próprios carros ou ter seu próprio programa automotivo. Embora reunir um top cinco sempre deixe alguém de fora, resolvemos compilar uma lista encabeçada pelo homem de mãos lentas e direção rápida. E incluímos um lugar de honra para o roqueiro que chegou ao ponto de converter sua banheira dos anos 50 a eletricidade.
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| KEITH MOON E SUA FERRARI DINO 246 GT (FOTO: REPRODUÇÃO)
Eric
Clapton
O
slowhands lidera ou está entre os primeiros de todas as listas de maiores
guitarristas de todos os tempos. No campo automotivo, a mesma coisa. O
guitarrista/cantor/divindade leva vantagem por ter sido o chofer e dupla do
saudoso B.B. King no álbum bluseiro Riding with the king. Na hora de
abandonar as highways e encarar curvas de verdade, Clapton se vale da boa
relação como antigo cliente da Ferrari. A divisão Special Projects (SP) do
fabricante italiano criou um superesportivo baseado na 458 Itália especialmente
para ele. Batizado de SP 12 EC, o cupê apresentado em 2012 tem as iniciais do
artista na sigla. O estilo foi inspirado na sua Ferrari favorita, a 512 BB de
1976. Evolução da 365 GT4 BB (de Berlinetta Boxer), o clássico serviu de
inspiração na hora de projetarem a pintura em dois tons, com borda inferior e
para-choque traseiro cinza. O motor 12 cilindros que o nome promete não foi
adaptado, contudo. O projeto que custou ao artista mais de R$ 15 milhões em
valores atualizados conta com o mesmo V8 4.5 de 570 cv. Nem precisa mais, já
que a 458 Itália original já é capaz de ir aos 100 km/h em 3,4 segundos e
chegar aos 325 km/h.
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ERIC CLAPTON E SUA FERRARI SP 12EC (FOTO: DIVULGAÇÃO)
Nick
Mason
The Dark Side of the Moon vende
horrores até hoje. E o baterista do Pink Floyd, Nick Mason, faz
um ótimo uso do dinheiro. Além de fissurado por carros, Mason é bom de conta.
Comprou uma Ferrari 250 GTO 1962 por cerca de R$ 170 mil (em valores de época).
Muitos poderiam achar que o esportivo datado não valeria tanto no período,
porém a raridade com menos de 40 unidades produzidas entre suas diferentes
variantes vale aproximados R$ 150 milhões em valores atuais e ainda encabeça a
lista de carros mais caros do mundo. O baterista não é um poser em nada do que
faz e mostrou-se um piloto competente. Pouco antes do lançamento do álbum The
Wall, ele competiu pela primeira vez nas 24 Horas de Le Mans com um Lola
T297. A sua coleção também inclui raridades que fizeram sucesso nas mãos de
outros pilotos, exemplo da Ferrari 312T3 com a qual Gilles Villeneuve marcou
sua primeira vitória na F1, no GP do Canadá em 1978. Há outros monstros das
pistas como um McLaren F1 GTR e Porsche 962C. E não precisa se preocupar com a grana
dele. Afora os royalties que entram no seu bolso a cada edição digital ou nova
cópia dos discos da banda, Mason tem um serviço de aluguel dos seus bólidos, o
Ten Tenths.
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FERRARI 250 GTO DO NICK MASON EM GOODWOOD (FOTO: REPRODUÇÃO)
Billy
Gibbons
Por trás de toda aquela barba, há um cara movido a gasolina. O vocalista e
líder do ZZ Top estampa hot rods nas capas dos seus álbuns, como foi com Eliminator, seu
querido Ford Coupé 1933 que fez sucesso no imortal álbum de 1983 e também
apareceu nos singles de Gimme all your lovin e Legs. Se
ninguém toca no estilo da banda dos barbudos, suas criações em metal mudaram ao
longo dos tempos. O estilo American Graffiti deu lugar a outro menos focado nos
calhambeques mexidos. A sua última encomenda foi o Cadzilla, uma mistura de
Cadillac, ZZ Top e Godzilla, feito sobre um Caddy Série 62 de 1948. O projeto
foi feito pelo customizador Boyd Coddington e o desenho foi pincelado por Larry
Ericson, designer da General Motors que criou um gigantesco cupê de teto socado
e para-lamas traseiros alongados. Não ficou nada do Sedanette antigo.
![]() CADZILLA DO BILLY GIBBONS (FOTO: REPRODUÇÃO)
Brian
Jonhson
O
incansável vocalista do AC/DC é do clube do Nick Manson. Sua garagem inclui um
Bentley 3 litros 1928 que ele usa cotidianamente na Flórida. Além disso, o
artista fez até um programa automotivo batizado "Cars that rock", uma
série de episódios para a TV de 60 minutos no qual ele analisa alguns dos
maiores clássicos já feitos. Piloto profissional e mecânico nos tempos vagos,
Johnson. Entre suas criações, talvez a que ele escolhesse para viajar em uma
autoestrada até o inferno seria o Lola T70 Mark 1 de 640 cv. Segundo entrevista
ao site Boldcars, o artista tem um modelo preferido entre os mais modernos de
sua coleção: a Ferrari 458 Itália. Parece que ele e Clapton têm muito que
conversar.
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BRIAN JOHNSON DO AC/DC (FOTO: REPRODUÇÃO)
James Heatfield
Como outros, James Heatfield deixa clara sua paixão nas músicas da sua banda, o Metallica. Além de ter feito uma das maiores odes ao alto desempenho em Fuel (1996), Heatfield deixa a sua paixão impressa em metal e pede para customizadores criarem hot rods especiais, bem ao estilo do que curte Gibbons. Mas o seu último projeto nem foi baseado em um carro-doador antigo. Batizado de Black Pearl (pérola negra), o cupê alongado tem um motor Ford 5.0 V8 de 380 cv debaixo do capô e câmbio Ford automático de três marchas. Não é tão estúpido quanto poderia se esperar de um "nitro junkie", como o próprio canta em Fuel. Mas não deixa de desfilar beleza com a pintura especial perolizada PPG capaz de fazer justiça ao nome Pérola Negra, perfeito para o estilo que mistura referências dos coupés europeus do entre-guerras e dos hot rods americanos. ![]() BLACK PEARL DO JAMES HEATFIELD (FOTO: REPRODUÇÃO) ![]() |







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