Obesidade, uma pandemia silenciosa.

Conforme editorial
assinado por Inês Rugani Ribeiro de Castro, coordenadora do GT de Alimentação e
Nutrição da Abrasco e pesquisadora do Instituto de Nutrição, da Universidade do
Estado do Rio de Janeiro, a obesidade é hoje reconhecida como uma pandemia e,
há algumas décadas, tem sido apontada como prioridade na agenda das políticas
públicas em âmbito internacional e nacional.
Saúde Publica:
Entre
as principais barreiras para seu controle está, segundo Inês, o lobby do setor
privado comercial, a falta de habilidade e/ou de vontade política dos governos
para implementar políticas efetivas, a ausência (ou insuficiência) de pressão
da sociedade civil para a ação política e a escassa avaliação empírica de
medidas implementadas. “As ações que vêm sendo apontadas como efetivas para
prevenção da obesidade são Intersetoriais e abarcam o fortalecimento de
sistemas alimentares que promovam, ao mesmo tempo, prosperidade, equidade,
sustentabilidade ambiental e saúde; a regulação de publicidade de produtos
ultraprocessados e daquela dirigida ao público infantil; a melhoria da
rotulagem de alimentos; a implementação de medidas fiscais que desencorajem a
aquisição de produtos ultraprocessados e que encorajem a de alimentos in natura
ou minimamente processados; a promoção de ambientes alimentares saudáveis; a
promoção do aleitamento materno e da alimentação complementar saudável; e o
desenvolvimento de ações de educação alimentar e nutricional.” Nos últimos
anos, o Brasil tem expressado formalmente sua vontade política de enfrentamento
desse agravo, disse ela, seja por meio da assinatura de acordos internacionais,
seja por meio da definição de metas em planos nacionais, como aquelas
estabelecidas no Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan)
2016-2019. Entre elas, estão: deter o crescimento da obesidade na população
adulta; reduzir em pelo menos 30% o consumo regular de refrigerante e suco artificial
(de 20,8% para 14% ou menos da população); e ampliar em no mínimo 17,8% (de
36,5% para 43%) o porcentual de adultos que consomem frutas e hortaliças
regularmente.
A
obesidade é hoje reconhecida como uma pandemia e, já há algumas décadas, tem
sido apontada como prioridade na agenda das políticas públicas em âmbito
internacional e nacional. Entretanto, ainda que progressos pontuais possam ser
observados em determinadas realidades, nenhum país logrou controlar essa
epidemia. Entre as principais barreiras para o seu controle estão: o lobby do
setor privado comercial, a falta de habilidade e/ou de vontade política dos
governos para programar políticas efetivas, a ausência (ou insuficiência) de
pressão da sociedade civil para a ação política e a escassa avaliação empírica
de medidas implementadas.
Diante
do exposto, pouco se avançará sem uma atuação mais incisiva e articulada da
sociedade civil com intuito de cobrar que os compromissos assumidos e as metas
estabelecidas nos últimos anos para o controle da obesidade em nosso país sejam
traduzidos em ações estratégicas, de larga escala. Paralelamente, também é
necessário investir em experiências estaduais e municipais que possam servir de
exemplo e inspiração para outras realidades.
Por
fim, cabe dizer que, ainda que haja lacunas e desafios no âmbito da produção do
conhecimento, as evidências já produzidas são suficientemente robustas e
contundentes e apontam caminhos claros para ações estruturantes voltadas ao
controle da obesidade. Não há o que esperar para fazer avançar as políticas
públicas nessa área.
A saúde é sempre muito importante, então faça isto de forma preventiva, cuide-se.
A saúde é sempre muito importante, então faça isto de forma preventiva, cuide-se.
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