Dio, o baixinho gigante.
A lenda do Metal.
Dio parece ter
criado uma marca no seu estilo de cantar, de se portar no palco, de soltar a
mão com os chifres, em se colocar aparentemente acima de qualquer disputa que é
quase impossível deixar de gostar dele. Ainda mais por ter nos deixado como
deixou, mas deixou também um legado de bons exemplos, e por ter deixado tantos
bons amigos.
Ronnie James Dio era
seu nome artístico, seu verdadeiro nome Ronald James Padavona. Ele
ainda é considerado um dos melhores vocalistas de todos os tempos pelo seu
enorme talento, e por ter feito uso de técnicas vocais dificílimas e voz
marcante, Pouco importava sua estatura pequena, sua ênfase em tramas
mitológicas (que não conversam com todos), sua "disputa" com Ozzy
para ver quem foi o maioral do Black Sabbath, cada um em sua época, sempre foi
marcante.
Ronnie adotou o
sobrenome artístico "Dio" inspirado no mafioso italiano Johnny Dio. Ainda na
escola, formara a banda de rockabilly Vegas Kings que, após mudar de
nome várias vezes (sendo chamada de Ronnie and the Rumbles, Ronnie and the
Redcaps, Ronnie Dio and the Prophets, The Eletric Elves e The Elves),
finalmente depois conhecida como a banda ELF. Em meados dos anos 70 foi convidado para cantar no
grupo Rainbow do
guitarrista Ritchie Blackmore (ex-membro
do Deep Purple), no qual participou de quatro
álbuns. Após deixar o Rainbow por conta de desentendimento com Blackmore, foi
convidado pelo guitarrista Tony Iommi para ocupar o posto de
vocalista no Black Sabbath, permanecendo com a banda até 1982. Sua primeira
aparição no Brasil juntamente com Black Sabath foi em 1992, mas Retornou ao
Brasil nas turnês de Strange Highways, Angry
Machines, Magica e Killing the Dragon. Dio ficou em 5º lugar na
lista dos "50 Melhores Cantores de Rock e Metal" do site Loudwire, em
10º na lista dos "100 melhores vocalistas de heavy metal" da revista
HitParader, e foi eleito o 5° melhor cantor de vocais agudos no heavy metal
pelo OC Weekly.
O baixinho começou
cedo, mas aqueles vídeos que, a partir da década de 80, mostravam um sujeito
pequeno, feinho, aparentemente folgado, fingindo ser guerreiro, homem das
trevas, alguém envolvido com outros universos, outras formas de entender o
mundo, relacionadas com mágica, com sentidos escondidos ou recônditos, com
mistérios de dragões e novos mundos. Mas essa imagem, Dio acumulou com o tempo.
No começo, ele "apenas" cantava em meio a uma Londres feia e suja,
com guitarristas cabeludos e não muito bem encarados, músicas e canções que
pareciam primar pela técnica e vídeos que às vezes nos deixavam meio
desconcertados pelo caráter patético de alguns de seus personagens (como em
Rainbow to the Dark). Dio era um sujeito, já em meio de carreira, que fazia uma
imagem, essa imagem foi se consolidando com o tempo.
Qualquer um que
acesse o Google ou a Wikipedia descobre facilmente a trajetória do sujeito.
Quando entrou no Black Sabbath para substituir o Ozzy, quando começou sua
carreira solo e tudo mais. Nada disso é segredo, tudo é absolutamente claro, e
hoje, tudo é história. Mas Dio foi mais que sua trajetória. Dio meio que
conjugou o ideal de um heavy metal, ou um hard rock bonito e bem trabalhado,
com a ideia de haverem novos mundos por aí a explorar e explicar, com a ideia
da mágica a nortear nossas vidas, com um relacionamento mais etéreo com o real,
algo que ele transmutava em seus discos cheios de simbologia e histórias
(algumas quase intermináveis e, para alguns, bastante chatas). Mas por cima de
tudo isso havia seu vocal. Uma voz aparentemente inesgotável que ele manteve
quase até o fim, quando foi diagnosticado com câncer. Uma voz que parecia vir
das profundezas, e que para muitos é inigualável.
A primeira
participação de Dio em um projeto de destaque no Hard Rock veio com a música
“Love Is All”, do projeto The Butterfly Ball and the Grasshopper’s Feast (1974)
produzido por Roger Glover que havia acabado de ser demitido do Deep Purple. O
projeto contou também com outras vozes muito conhecidas como Ian Gillan, David
Covardale e Glenn Hughes e acabou virando um especial para a TV. “Love Is All”
tem uma das performances vocais mais impressionantes de Dio, apesar de lembrar
mais uma música dos Beatles do que os grandes clássicos do metal que o tornaram
uma lenda. Vale a pena dar uma conferida!
Enfim, Dio nos
deixou em 16 de maio de 2010, por causa de um câncer no estômago, mas deixou também tamanha marca no metal que ainda hoje, passados
vários anos de sua morte, e muitos que ainda passaram, ainda assim lembraremos
dele e de seu legado.





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