Independente da idade, eu curto é Rock.
A falsa ideia propagada muitas vezes pela mídia, e por muitos da sociedade conservadora onde dizem que depois dos 25 anos continuar curtindo o rock n roll ou alguma de suas vertentes mais pesadas não é mais coerente para a idade (preconceito puro), como se a faixa etária definisse o prazer em gostar deste ou daquele gênero musical, pra mim o rock é irreverente, libertário e revolucionário, mas de fato já escutei sobre o assunto muitas vezes, de verdade é uma tolice de quem pensa assim, mas vou falar aqui sobre esta imposição meio que implícita na sociedade.
Acredito
que pessoas assim não fazem a mínima ideia do que é ser Roqueiro, tenho um
amigo que inclusive já foi meu vizinho, puta merda o cara enchia o saco com
essa história furada, mas com o tempo consegui apresentar algumas bandas
pro meu amigo, comecei com os blues de (B. B. King e John Lee Hooker) duas
lendas do gênero.
Depois
de um tempo e varias reuniões conversando sobre o assunto e claro tomando umas
brejas, afinal ninguém é de ferro rsrsrsrs(risos), a opinião deste meu amigo
foi mudando. Hoje além do Blues ele já houve outras coisas tipo Deep Purple, Led
Zeppelin, Creedence e ficou fã de Pink Floyd. Agora ele me diz pô meu,
até que algumas coisas são boas, mas esse tal de Heavy Metal que você escuta é
foda de ruim, rsrsrsrsrs(risos).
Moral
da história, na maioria das vezes as pessoas estigmatizam você por não
entender, então acabam julgando seu gosto pessoal, eu particularmente não ligo
mais, já com os meus 40 e poucos anos, estou vacinado. Mas o papo do tempo de
validade, determinadas pessoas ditam na sociedade da boa aventurança tentando impor dizendo, (o rock é coisa pra jovem ou você continua ouvindo esta musica
do “diabo”), de verdade essas pessoas são bem tolas, o rock não tem idade para
curtir e nunca terá então, vida longa ao rock n roll.
Continuando
neste raciocínio, saca só essa, Mick Jagger e Keith Richards, por exemplo, são
massacrados por determinados eruditos da sociedade por terem chegado aos 74 anos
de idade cantando “Satisfaction”.
Por
que tentar impor que pessoas mais velhas não possam continuar curtindo rock depois dos 35 anos de idade? Isso também
acontece com as bandas e artistas da área, Veja só a bobagem que proferiu
Morrissey em 1987, pouco antes de a sua fraquíssima banda The Smiths implodir.
“Por
que esses caras não somem? (Mick Jagger e Keith Richards), Por que eles ficam
atrapalhando a vida de todo mundo? Por que não abrem caminho para gente nova?
São só velhos que não largam o osso”, vomitou Morrissey na então descolada New
Musical Express sobre os Stones, e na época os caras tinham só 44 anos.
Pois
não é que o mesmo Morrissey em tempos atuais promoveu seu álbum na praça, uma
coletânea com os seus maiores sucessos e ainda fazendo shows e locais menores
pela Grã-Bretanha? E quantos anos têm Morrissey agora? Fez 59 no último dia 22
de maio. Que coisa, não?
Essa
mania de querer aposentar precocemente e preconceituosamente astros do rock também
existe e é propaga constantemente, nos Estados Unidos nos anos 80 na esteira do
movimento punk, e na intragável new wave. Só o que era novo era válido.
Esse
pensamento como disse “tolo” idiota mesmo, impregnou algumas mentes perturbadas
que infelizmente escreviam em jornais e revistas de música no Brasil, só o que
importava eram as tais “novidades”. E se prestarmos atenção esta meio que
acontecendo de novo, muita porcaria no mercado fonográfico sendo considerado
como obra de arte.
No
final dos anos 80 Eric Clapton, Jeff Beck, David Gilmour, Pete Townshend, David
Bowie, Allman Brothers, Lynyrd Skynyrd, Yes, Jethro Tull, Genesis, Jimmy Page,
Dire Straits, Queen e muitos outros eram considerados lixo, coisa ultrapassada.
Eram
então tempos “gloriosos” para porcarias como Sonic Youth, Pixies, Primal
Scream, Happy Mondays, Housemartins, Jesus and Mary Chain e coisas parecidas,
consideradas “modernas”, de “vanguarda”.
Enfim
a maioria delas não passou do terceiro álbum e sumiu sem deixar nenhuma
saudade. Sonic Youth sempre ficou relegado ao underground, de onde nunca sairá,
para nossa sorte.
O
que diriam hoje os tolos idiotas que em 1989 chamavam os Stones de dinossauros
a respeito dos 25 anos de carreira do Sonic Youth, com o guitarrista e
vocalista Thurston Moore passando dos 50 anos de idade?
Essas
bandas sumiram, assim como a imensa maioria das bandas punk e grunge, e os
“dinossauros” continuam por aí, lotando estádios pelo mundo e mantendo-se no
mercado com material inédito.
Fazem
porcarias? Provavelmente sim, mas são porcarias um zilhão de vezes melhores do
que a melhor coisa gravada por Radiohead ou Coldplay, por exemplo. Como disse
antes, querer colocar prazo de validade em pessoas que curtem rock e em músicos
de rock é uma das coisas mais estapafúrdias que existe.
Sorte
nossa e do mundo que ainda tenhamos artistas do rock cinquentões, sessentões e
setentões como Paul McCartney tocando muito bem e com turnês pelo mundo, assim como sessentões como Iron Maiden mandando ver em suas turnês, sempre com ingressos esgotados. Também Metálica, Judas Priest, AC/DC, Rush,
U2, Jeff Beck, Ian Anderson, Helloween, Motörhead (até pouco tempo), Rob
Halford, U.D.O., Aceept e muitos outros.
Enquanto
qualquer festivalzinho moderninho e suas bandeiras como a bandeira da
sustentabilidade e o politicamente correto sofrem para reunir 30 mil
testemunhas, dinossauros como U2, Stones, Paul McCartney, AC/DC, Rush e Iron
Maiden, vendem 80 mil ingressos em poucas horas.
Impor
prazo de validade aos amantes do rock não é só insano é bem estupido. A realidade
sempre insiste em desmentir esse tipo de postura.


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